
sexta-feira, 1 de junho de 2012
MANIFESTO POPULAR EM JUCÁS

Hoje, Jucás foi cenário do maior manifesto popular já visto por sua população. A possível votação pela Câmara Municipal, do projeto que traria para nossa cidade o Programa Pró-cidadania afim de fortalecer a segurança local, levou centenas de pessoas à sessão. Todas estas, pedindo que os vereadores aprovassem tal projet...o. Foi dado início a sessão e tudo transcorria normalmente. Feita a leitura da ata, o vereador Alcélio Palácio fez uso da palavra. Em seus questionamentos perguntou a nobre vereadora Aparecida Lavor porque motivos ela continuava a alegar que não tinha informações suficientes sobre o projeto, se ele mesmo teria buscado tais informações e encontrado resposta para todas elas. Pediu ainda que todos os vereadores da oposição olhassem para a necessidade da nossa cidade e não se deixassem levar pelo revanchismo político, finalizando assim seu discurso. Nessa hora, os que estavam ali presentes e queriam a aprovação, lhe saudaram com uma grande salva de palmas e elogios ao seu belo pronunciamento. Com medo da reação dos populares, pois tinham a intenção de vetar o projeto, o presidente Ademar, apoiado pelos vereadores do seu grupo, cancelou a sessão alegando desordem no recinto quando, na verdade, até aquele momento nenhum manifestante fez qualquer ato que caracterizasse desordem, uma vez que aplausos não são considerados desrespeito. A partir desse momento a população se revoltou e começaram a criticar tais vereadores. Os manifestantes saíram do recinto e ficaram aguardando a saída dos mesmos, que não foi tão rápida, já que se trancaram dentro da Câmara com escolta policial, tudo isso por medo dos populares. Quando perceberam que ninguém arredaria o pé até que eles botassem a cara fora, resolveram sair. Em meio a muitas críticas e vaias, foram escoltados até a casa da vereadora, formando-se assim dois grupos. Na calçada da residência da mesma um grupo com pouco mais de 40 pessoas e, do outro lado da rua, um grupo de mais de 1000 manifestantes. Depois de trocarem ofensas os manifestadores percorreram várias ruas da cidade expressando sua revolta e clamando por segurança.
Rene Batista
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