Por ANDRÉ NADDEO, enviado especial ao Rock in Rio
RIO DE JANEIRO - Renato Russo nunca tocou num Rock in Rio, mas a lembrança da Legião Urbana foi marcante na abertura da quarta noite de shows do Rock in Rio 2011. Ao lado da Orquestra Sinfônica Brasileira, comandada pelo maestro Roberto Minczuk, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, ex-companheiros de Russo na Legião, comandaram a abertura do palco Mundo com uma bonita homenagem ao poeta, gênio e, claro, cantor da música brasileira.
Sucessos da carreira da Legião Urbana em tom clássico levantaram o público na Cidade do Rock, que ainda é está longe dos 100 mil presentes esperados para esta noite. Gritos de “Uh, é Legião” foram frequentes ao longo de quase uma hora de apresentação.
O público ainda conversava sobre a apresentação da britânica Joss Stone, quando pontualmente às 18h50 os telões do palco Mundo passaram a exibir imagens de arquivo de shows e entrevistas de Renato Russo. Foi quando soaram os primeiros acordes da Orquestra Sinfônica Brasileira, devidamente comandada pelo maestro Roberto Minczuk, que promoveu um “medley” instrumental de sucessos do grupo, como “Eduardo e Mônica”, “Há Tempos”, “Que País é Esse?” e “Geração Coca-Cola” – esta encerrando a homenagem.
Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, ex-companheiros de Russo na Legião Urbana
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Por DENIS ROMANI, enviado especial ao Rock in Rio
RIO DE JANEIRO - Depois de três dias de "descanso", a música voltou a sair dos alto-falantes da Cidade do Rock. A Orquestra Sinfônica Brasileira foi escalada para voltar ao palco acompanhada de Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá para uma homenagem ao Legião Urbana. Qualquer pessoa com mais de 20 anos já deve estar cansada das tradicionais homenagens ao grupo de Brasília. Apesar de só não soar mais clichê do que homenagens ao Raul Seixas, esse tipo de show é sempre sucesso garantido em grandes festivais.
Os cantores convidados para interpretar as músicas de Renato Russo foram alguns dos principais nomes do rock nacional da atualidade, que já se apresentaram ou ainda vão se apresentar no Rock in Rio: Pitty, Herbert Vianna, Rogério Flausino e Dinho Ouro Preto. A exceção é Toni Platão, que desde o fim de seu ex-grupo, Hojerizah, nunca conseguiu cair nas graças do público ou das rádios, e sempre é lembrado mais pela sua semelhança com a Cássia Eller do que pelas suas apresentações.
RIO DE JANEIRO - Renato Russo nunca tocou num Rock in Rio, mas a lembrança da Legião Urbana foi marcante na abertura da quarta noite de shows do Rock in Rio 2011. Ao lado da Orquestra Sinfônica Brasileira, comandada pelo maestro Roberto Minczuk, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, ex-companheiros de Russo na Legião, comandaram a abertura do palco Mundo com uma bonita homenagem ao poeta, gênio e, claro, cantor da música brasileira.
Vale destacar a belíssima interpretação dos sucessos da Legião Urbana pelas cordas, metais e sopros da Orquestra Brasileira, que deu uma cadência mais clássica para músicas como "Índios" na voz de Pitty, ou "Teatro dos Vampiros", cantada pelo baterista Marcelo Bonfá.
No final, todos voltaram ao palco para cantar "Pais e Filhos" em coro e transformaram a Cidade do Rock em uma gigantesca rodinha de violão entre universitários. Na plateia, um mar de lágrimas de fãs emocionados. Muitos deles nem mesmo devem gostar de Legião Urbana, mas no calor do momento, mesmo alguns que acham as músicas "chatas" ou "bregas" se arriscam a cantar pelo menos o refrão.
Ainda com todos os astros em cima do palco, foi chegada a hora do bis: "Será", que já havia sido cantada por Herbert Vianna anteriormente. Uma decepção se levar em conta que repetiram uma música em um show com apenas oito canções. Dinho Ouro Preto definiu bem a apresentação ao dizer que não precisava de ninguém em cima do palco, pois o público podia cantar sozinho. Sem querer, Dinho encontrou uma solução que poderia ter transformado um simples tributo igual a todos os outros em algo diferente: apenas a Orquestra tocando, acomanhada pelo coro da plateial.
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